Drusos de Gol� diminuem seu apoio p�blico � fam�lia Assad

A popula??o drusa das Colinas de Gol?, territ?rio ocupado por Israel em 1967, n?o ficou ? margem dos violentos protestos na S?ria, mas nas ?ltimas semanas diminuiu seu apoio em p?blico ? fam?lia Assad.

A mudan?a aconteceu por causa da dura repress?o do regime de Damasco, que tirou a vida de cerca de 650 pessoas e gerou uma onda de condena??es internacionais.

"Somos s?rios, nos sentimos s?rios e acompanhamos de perto o que acontece na S?ria, apesar de n?o podermos ir l?", diz ? Ag?ncia Efe Munir Samra, nascido depois que Israel ocupou o estrat?gico planalto mas que, como a imensa maioria dos 20 mil drusos desta regi?o, diz "continuar tendo seu cora??o no pa?s vizinho".

Quando come?aram as manifesta??es em meados de mar?o, milhares sa?ram ?s ruas para expressar seu apoio ao presidente Bashar al-Assad na localidade de Buqata, a quatro quil?metros da fronteira fixada nos acordos de n?o beliger?ncia de 1974.

Fotos dele e de seu pai, Hafez, assim como cartazes a favor do regime, enfeitaram as ent?o efusivas mostras de apoio a uma fam?lia com a qual se sentem historicamente ligados, mas ? qual nestes momentos de incerteza preferem n?o louvar demais em p?blico.

"Nestes dias ? melhor n?o falar. Vemos o que acontece na S?ria e melhor ? n?o colocar o nariz em coisas que n?o se conhece, n?o ? bom para os neg?cios", respondeu o propriet?rio de um restaurante t?pico.

Embora sejam minoria, tamb?m h? alguns que ousaram condenar a repress?o e uma centena deles sa?ram no m?s passado ?s ruas de Majdel Shams sem sequer entrar em acordo sobre o que protestavam.

Enquanto alguns pediam reformas, os outros a cessa??o da repress?o, e o protesto nessa pequena localidade incrustada nas encostas do monte Hermon - o mais alto de toda a regi?o - se dissolveu no meio de discuss?es quando algu?m ousou pedir a derrocada do regime.

"Os drusos na S?ria est?o em uma muito boa situa??o, fazem parte de todas as institui??es de Governo e do Ex?rcito, ? a ?nica forma como tem (como minoria) para ficar protegida dos extremistas", explica ? Efe o jornalista Hamad Aweidat, de 26 anos e que alterna sua resid?ncia entre Majdel Shams e Ramala.

"N?s n?o queremos uma mudan?a de regime, este regime nos deu 40 anos de estabilidade", acrescenta.

O estreito v?nculo entre os drusos do Gol? e a fam?lia Assad remonta h? d?cadas, quando o pai do atual presidente estabeleceu uma s?rie de pol?ticas destinadas a preservar o v?nculo entre S?ria e a popula??o que tinha ficado na regi?o ocupada.

Os quarenta anos sob Governo israelense lhes faz apreciar as vantagens de uma sociedade aberta e democr?tica ("N?s n?o vivemos a corrup??o, nem a pobreza dos s?rios", reconhecem alguns), mas convidam os israelenses a "ficar com todos seus valores democr?ticos para retornarem ? soberania s?ria".

Mas, enquanto h? algumas semanas o culto pessoal a Assad era manifesto em p?blico, hoje as mostras de apoio s?o individuais e se projetam mais rumo ao conceito de "S?ria" como pa?s, no que ? uma postura de cautela frente a qualquer cen?rio futuro.

"A popula??o sofre e n?s sofremos com eles. Talvez por isso as manifesta??es de apoio p?blico ao presidente foram se apagando, embora n?o estejamos a favor de uma mudan?a de regime", insiste Samra, ao defender a "erradica??o da corrup??o e a democratiza??o do pa?s em processo gradual dirigido por Assad".

O Diretor do Daliluk.com, um dos portais de atualidade na internet que servem a sua comunidade com not?cias e servi?os, Samra optou por informar sobre os eventos sem tomar posi??o, em vez de ebitar o tema como fez a concorr?ncia.

"Achamos que tem que haver reformas e que t?m que ser verdadeiras e para isso ? preciso se manifestar, mas ? preciso dar tempo a Assad", acrescenta.

Seu colega Aweidat, que estudou em Damasco, adverte que a "S?ria n?o ? o Egito, onde a maioria da popula??o ? sunita, e qualquer mudan?a de regime suscitaria uma guerra sangrenta entre tribos e minorias dedicadas aos ajustes de contas".

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