Conselho de �tica deve ouvir marido de Jaqueline Roriz na 4�

A deputada Jaqueline Roriz se apresentou ao Conselho de ?tica da C?mara . Foto: Jos? Cruz/Ag?ncia Brasil

A deputada Jaqueline Roriz se apresentou ao Conselho de ?tica da C?mara
Foto: Jos? Cruz/Ag?ncia Brasil

O Conselho de ?tica da C?mara deve ouvir na pr?xima quarta-feira o depoimento de Manoel Neto, marido da deputada Jaqueline Roriz (PMN-DF), no inqu?rito a que ela responde por quebra de decoro parlamentar. O convite foi feito na ?ltima sess?o e Neto pode recus?-lo. Nos pr?ximos dias, os deputados podem ouvir os funcion?rios do gabinete de Jaqueline, um pedido feito pela defesa da filha do ex-governador Joaquim Roriz (PSC).

A deputada ? acusada de ter usado verba parlamentar para pagar o aluguel de uma sala comercial onde funcionava o escrit?rio de seu marido. A den?ncia foi anexada ao processo a que responde por ter sido filmada recebendo R$ 50 mil do ex-secret?rio de Rela??es Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa, principal delator do suposto esquema de pagamento de propina que ficou conhecido como mensal?o do DEM de Bras?lia. Barbosa tamb?m foi convidado a prestar depoimento ao conselho, mas n?o aceitou falar.

Na ?ltima quinta-feira, o conselho recebeu do Supremo Tribunal Federal o laudo da per?cia comprovando a autenticidade do v?deo. O documento foi mandado ao STF pela Pol?cia Federal e consta como parte do inqu?rito a que Jaqueline responde na Suprema Corte.

Jaqueline assumiu ter recebido o dinheiro de Barbosa para a disputa ? C?mara Distrital, em 2006. A parlamentar tamb?m confirmou que o valor n?o foi contabilizado na presta??o de contas da campanha. Em documento entregue ao Conselho de ?tica, os advogados de Jaqueline argumentaram apenas que o colegiado n?o poderia ter recebido a representa??o, j? que o fato ocorreu antes do in?cio do mandato na C?mara. J? em defesa entregue ? Corregedoria, eles afirmaram que o uso da verba indenizat?ria foi legal porque a sala seria usada como escrit?rio parlamentar de Jaqueline.

Na ?ltima semana, o relator do processo disciplinar contra a parlamentar, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), afirmou que poder? apresentar seu parecer at? o final deste m?s, antecipando o prazo para a investiga??o, que vai at? 23 de junho. Segundo ele, mesmo sem o depoimento de Durval Barbosa, h? elementos suficientes para fechar o texto.

O relator disse ainda que seu parecer ter? uma parte preliminar tratando especificamente da possibilidade de o conselho julgar atos anteriores ao mandato de um parlamentar, para s? ent?o entrar na discuss?o sobre as acusa??es propriamente ditas. "A preliminar ? muito mais complexa do que os fatos em si. N?o h? nenhum caso de julgamento de ato anterior ao mandato. Sobre um caso semelhante ao da deputada Jaqueline, o Supremo Tribunal Federal ainda ter? de manifestar-se".

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