Pr�dios hist�ricos da UFRJ passar�o por vistorias

Uma das fachadas do Hospital Escola S?o Francisco de Assis: constru??o de 132 anos tem rebocos caindo e at? arbustos no telhadoto. Foto: Alexandre Vieira/O Dia

Uma das fachadas do Hospital Escola S?o Francisco de Assis: constru??o de 132 anos tem rebocos caindo e at? arbustos no telhadoto
Foto: Alexandre Vieira/O Dia

A Defensoria P?blica da Uni?o (DPU) e o Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea-RJ) iniciaram fiscaliza??o ? situa??o estrutural dos pr?dios hist?ricos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O objetivo ? averiguar den?ncias de p?ssimo estado de conserva??o das unidades. O alvo da primeira vistoria, na semana passada, foi o Hospital Escola S?o Francisco de Assis (HESFA), constru?do no final do s?culo XIX. Outros nove im?veis tamb?m passar?o por fiscaliza??o. Seis deles estariam necessitando de obras emergenciais.

O defensor p?blico Andr? Ordacgy disse que, depois das avalia??es, a DPU vai ingressar com uma a??o c?vel p?blica na Justi?a Federal, pedindo que servi?os priorit?rias sejam realizados em 30 dias.

"Se o prazo n?o for cumprido, vamos solicitar a aplica??o de multa di?ria de R$ 10 mil, at? que os servi?os sejam executadas", adiantou Ordacgy. Ele classificou como "um verdadeiro descalabro" a situa??o do HESFA, que n?o ? usado mais para interna??o de pacientes, mas atende ambulatorialmente mais de mil pessoas por m?s em diversas ?reas, como viciados em drogas e ?lcool, portadores de HIV, idosos, crian?as, al?m de atividades assistenciais. "Justamente a classe mais exclu?da e carente da sociedade. O local ? completamente insalubre e sequer tem Brigada de Inc?ndio. O risco de inc?ndio ? constante", ressaltou o defensor.

O engenheiro do Crea, Ant?nio Eul?lio, que far? relat?rio da vistoria, disse ter ficado assustado com o estado de abandono do hospital. "O im?vel est? totalmente degradado, sem a m?nima estrutura para funcionar como unidade hospitalar. De positivo, s? encontramos a boa vontade dos m?dicos e da dire??o em tentar uma sa?da para o caos", comentou Eul?lio.

No relat?rio, o engenheiro adiantou que far? constar a falta de equipamentos contra fogo (s? h? extintores e hidrantes n?o existem) e ar condicionado central; a precariedade da rede el?trica (com gambiarras e fios expostos por toda a parte) e rede de comunica??o eficiente (telefonia e Internet); a necessidade de se recuperar o p? direito original do pr?dio (que tinha cerca de 4,50 m de altura e hoje est? dividido com mezanino em dois andares de 2,25 m de altura); o alargamento das escadas (hoje com apenas 80 cm de largura, quando um hospital deve ter pelo menos 1,80m) e a instala??o de escada externa para escape em caso de emerg?ncia; al?m da necessidade de outro elevador (o ?nico ? pequeno e para constantemente).

Obras or?adas em R$ 11 milh?es
A iniciativa da DPU ocorreu ap?s inc?ndio no Pal?cio Universit?rio da Praia Vermelha, em mar?o. Dos 10 pr?dios vistoriados, quatro s?o tombados pelo Instituto do Patrim?nio Hist?rico e Art?stico Nacional: o hospital, o Museu Nacional, o Instituto de Filosofia e Ci?ncias Sociais e o Pal?cio Universit?rio. Paulo Belinha, diretor da Divis?o de Patrim?nio da UFRJ, diz que R$ 2 milh?es, do total de R$ 11 milh?es previstos, j? foram liberados pelo BNDES para obras emergenciais no hospital, em fase de licita??o.

Andr? Ordacgy pediu ao MPF que enquadre o reitor Alo?sio Teixeira em crime de desobedi?ncia, por ele n?o ter prestado informa??es sobre os im?veis em 15 dias. A UFRJ informou que ap?ia as vistorias e que n?o houve "tempo h?bil" para as respostas.

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