Um mundo que assusta pelo silêncio

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Home > Notícias & Sociedade > Um mundo que assusta pelo silêncio Um mundo que assusta pelo silêncio Publicado em: 25/05/2011 |Comentário: 0 |

Se é difícil explicar o domínio completo das consciências pela fome de poder e fama das lideranças políticas, como entender atitude equivalente em instituições religiosas com a missão contrária?

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Um planeta onde a verdade nunca aparece e onde a massa coletiva não se toca com nenhum dos absurdos em que está inserida, é o primeiro sinal de que alguma coisa está errada na Terra, e aqui iremos tentar descobrir além do que nos é permitido ver.

Estamos numa era onde somos testemunhas de atos e fatos desconectados da mais comezinha lógica, ou seja, fenômenos sociais e voluntários completamente arredios ao bom senso que plasmou toda a civilização ao longo dos milênios, permitindo à Humanidade atravessar os séculos e alcançar a pós-modernidade, orgulhosa dos seus avanços tecnológicos, mas incapaz de controlar o ódio e a maldade humana, mesmo aquela praticada dentro das famílias ou do que restou delas.

Até usar o verbo "controlar" aqui é de certo modo uma impropriedade, porquanto o controle pressupõe uma inoperância de saneamento do mal nas suas origens, indicando uma incapacidade de impedir a sua gênese e proliferação, que aparentemente a ninguém cabe chegar e transformar. A situação subsiste bem ao contrário do que propõem as velhas sabedorias espirituais da Humanidade, sobretudo as Escrituras Sagradas cristãs (doravante usadas aqui), que tanto expõem como seria um mundo sem tais males, quanto orientam a operância da cura na origem, como única fórmula de se evitar a geração de uma sociedade doentia.

O primeiro passo para a cura definitiva teria que se dirigir à origem cronológica do primeiro erro, que a rigor nem pode mais ser visualizado por esta Humanidade, tal como um homem embriagado não pode enxergar o seu estado ou os malefícios dele em seu corpo. Estamos, com efeito, tão enredados e tão afogados na lama que perdemos até a noção do que seja estar limpo, tal como os "criptoentes" ("Habitantes da Cripta" na Alegoria da Caverna, de Platão) jamais sequer imaginavam existir a luz solar lá fora, já que seus olhos haviam se acostumado ferrenhamente aos "estranhos prazeres da escuridão". E a coisa "evoluiu" a tal ponto que a ilógica satisfação auferida com as trevas matou a esperança, isto é, gerou o falatório desalmado ou sem ânimo de viver uma outra situação... E este falatório também "evoluiu" até alcançar o "silêncio sepulcral" (termo apropriadíssimo), que está além da pura e simples omissão, a qual transformou todo mundo em vegetais incomunicáveis – com o perdão aos vegetais – em plena Era das Comunicações.

O Plano por inteiro parece ser a erradicação da moral e da ética, tendo como base a exposição sistemática das maldades do mundo como prova da inutilidade de se tentar a correção de rumos, minando a fé e a alegria de viver. E agora está claro que o Plano Completo não poderia ser executado sem o advento da mídia de massas, encabeçada pela TV colorida e on-line, noticiando a maldade nos 4 cantos do mundo, nas vizinhanças e até nas famílias (ou no que restou delas).

A estranha lógica funciona assim, em todos os seus passos, desde o primeiro ato: "Eu errei no início, e errei feio; meu vizinho também errou, movido pelo mesmo sentimento que me fez errar; meu bairro também caiu e até a minha cidade está dando sinais de ter ‘entrado na onda' e naufragado também. Mas pelo menos foi só a minha cidade" (isso até o advento da TV). Depois desta, a lógica continua assim: "As outras cidades também caíram, os estados também, e agora o mundo todo. Assim sendo, talvez o meu primeiro ato NÃO TENHA SIDO UM ERRO, pois se todos o seguiram, ele deve ser O PADRÃO e o comportamento NORMAL, e eu é que devo tê-lo interpretado errado. O erro é não agir como eu". Eis o resumo do quadro todo, que está forçado, mas contém os elementos úteis para a nossa presente análise.

A não existência e a não implementação da Moral e da ética, portanto, não são necessariamente uma ocorrência fortuita deste planeta ou uma condição de sua infra-estrutura planetária. Vê-se aqui que se trata de uma escolha voluntária de um mundo sem Moral, como forma de calar a consciência e possibilitar prazeres que a Moral supostamente proíbe, sob a desesperança de uma vida futura feliz e com prazeres sadios. Na verdade, é a erradicação da crença na vida eterna do espírito, motivada pela irresponsabilidade das religiões, que não apenas abandonaram a catequese sistemática, como seus próprios representantes assumiram os comportamentos imorais do mundo, chafurdando-se na lama podre que a misericórdia de Deus presumivelmente perdoará.

Isto explica a razão do silêncio sepulcral do mundo e as omissões criminosas das autoridades – inclusive eclesiásticas – perante as "liberdades individuais" (na verdade "libertinagens"), como se a única coisa que interessasse pudesse ser formulada na seguinte sentença: "O povo precisa ser feliz... E o mar não está pra peixe, com toda a violência exibida na TV. Assim sendo, deixa o povo fazer o que quer, desde que os nossos candidatos sejam os mais votados, as nossas igrejas estejam abarrotadas de gente e os nossos dízimos sejam gordos". Eis o resumo de todo o quadro, com o qual concordam e corroboram todas as forças de controle social do mundo, incluindo os dispositivos policiais e os sistemas políticos. Eis a foto do silêncio.

Todavia, qual seria o silêncio mais letal e mais prejudicial da modernidade? Já foi dito: é a inoperância denunciatória das autoridades "guardiãs" da ética e da Moral (a Educação e a Religião) perante o flagrante desrespeito aos limites impostos à liberdade pela caridade. Ou seja: o amor é o limite da liberdade, e sem ele esta se torna crueldade. É claro que aquelas autoridades dirão que a crueldade não se encontra em seus domínios (!)... Será? Não está a TV divulgando o mal em toda parte? Não estamos vendo a publicação diária do "Bullying" nas escolas e da pedofilia clerical? O que mais será preciso para provar que a crueldade já chegou (para ficar) e já não distingue mais um cabaré de uma igreja?

Só falta o último argumento: "eles dizem que tudo isso sempre existiu, e que nada há de novo sob o sol". Será mesmo? Não se pode negar que a maldade existe desde que o mundo é mundo, e foi assim que iniciamos este artigo: com o primeiro erro que gerou todos os outros. Todavia a maldade tem o veneno da proliferação mais forte que a graça da multiplicação da bondade. Os educadores sabem muito bem que os meninos sempre aprendem muito mais as covardias do "bullying" do que as noções de cidadania da escola, sobretudo quando esta não reprime nem reprova os futuros marginais que nela se matricularam. Assim sendo, com um mundo on-line via mídia de massas, a crueldade (que sempre existiu) se espalha mais rápido e muito mais globalmente, reforçando o seu (pré)domínio na sociedade e aumentando drasticamente a marginalidade e a população carcerária. É este o mal de nosso tempo, que nunca houve em tempo algum, porque a mídia tem pouco mais de 100 anos.

Da mesma forma, as religiões também sabem que seus discursos não estão mais presentes nos lares, com a espiritualidade sendo substituída pelas distrações mundanas, os jogos, a Internet, as baladas, o ócio, as viagens e tudo o mais. E se isto ocorre com a espiritualidade, o que não dizer com a religiosidade? Ou seja: quem freqüenta a igreja hoje? Quem lê a Bíblia ou faz catecismo doméstico? Quem tem o prazer de participar de um culto ou de uma missa? É claro que muitos dirão que vão à igreja e oram em casa. Mas a leitura correta das Escrituras provará que frequência ao culto e oração misturada à baixa moral não servem pra nada, e assim a dura realidade do caos do mundo retorna vitoriosa para meu argumento, que não é meu coisa nenhuma.

Se este próprio autor pode falar por si mesmo, direi que está mais do que na hora de os cristãos virarem a mesa e darem um basta para o cristianismo aguado desta geração perversa, recomeçando do zero e criando vergonha na cara. Se a infinidade de sermões acerca da ausência de Moral de nosso tempo e os incontáveis apelos de Deus para o arrependimento e a volta do filho pródigo não bastarem, tenhamos a honradez de pelo menos pedirmos para o Deus que cremos voltar logo, enquanto ainda é dia (João 9,4) e ainda não tivermos sido alcançados pela profecia que diz: "Sai dela povo meu".

 

Prof. JV de Miranda Leão Neto (eatjvs@gmail.com)

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João Valente de Miranda Leão Neto é bacharel em Administração de Empresas, com pós-graduação em O&M. É bacharel em Teologia, com licenciatura plena em Ciências da Religião. É técnico em desenho de arquitetura, telefonia, mixagem musical e editoração de som. É pesquisador de paraciências e ufólogo, poeta e ex-articulista de jornais de circulação no Nordeste. É atualmente assistente administrativo do Instituto de Estudos, Pesquisas e Projetos da Universidade Estadual do Ceará.

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