Ridi, Palocci!!


Nessa nova enrascada de Palocci, como num daqueles filmes trash de continuação – Palocci II, A República Que Se Cuide, ou algo do gênero  -, o que mais me impressiona, além da cara de pau do dito cujo – que não nos dá o prazer (argh) de ouvir nenhum sibilo explicativo de sua língua plesa sobre seu espetaculoso enriquecimento, é a omissão da presidenta (quem era mesmo? Tem alguém aí?) e, como se não bastasse, a volta de Lula, o Senhor Deixa Que Eu Resolvo e suas bravatas de salão.

É tudo tão patético, previsível e sem graça que quase dá vontade de chorar (só não choro porque esses caras não merecem uma lágrima minha). O que foi a foto de Lula, Temer e Sarney (com o Crivella ao fundo) nas capas de todos os jornais? Crianças, fechem os olhos! Vocês podem ter pesadelos à noite! Ninguém merece. Chega desse trem fantasma, quero descer do carrinho! Ou acordar do pesadelo. Êta Brasilzão atrasado, sô! Sempre na lesma lerda, incapaz de sair desse círculo vicioso de políticos e governantes dissimulados e ardilosos.

O que me irritou mesmo, mais que a foto filme de terror dos zelosos pa-ladinos de nossa república (e de seus interessezinhos e interessezões), foi saber que dona Dilma (ela apareceu!) vetou o kit anti-homofobia nas escolas para fazer uma média com a bancada evangélica – que foge de gays como diabos fogem da cruz -, com medo de que os evangélicos apoiassem uma CPI contra o Chefe da Casa Civil (não confundir com a da Mãe Joana). Quer dizer, Palocci apronta e a nação paga o pato? Obrigado, Ministro.

É como o vovô já dizia: “Há o Palocci e há os palhaços”. Ao que minha falecida vovó retrucava: “E por que esses políticos evangélicos temem tanto os gays, afinal de contas? Medo de soltar a franga?”. Ah, vovó…


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